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Correcção do Exame de História – UP (2023)

- Exame Resolvido de História – UP (2023)
 Format: PDF  Autor: Osvaldo Augusto Formiga ,  Category: Exames - UP, Exames - UP (História), Exames de Admissão, Exames Resolvidos, Exames Resolvidos - História (UP), Exames Resolvidos (UP)  Grade Level: Superior  Páginas: 6  País: Moçambique  Idioma: Português  Tags: exames de AdmissãoExames Resolvidos |
 Descrição:

Exame de admissão Resolvido de História – UP (2023)

O Exame Resolvido de História – UP (2023) foi preparado para apoiar candidatos que realizaram o exame de admissão e estudantes que se encontram em fase de preparação para o ingresso no ensino superior público. Este Exame Resolvido apresenta as respostas correctas acompanhadas de explicações claras e contextualizadas, permitindo compreender os conteúdos históricos cobrados, a lógica das questões e os critérios de avaliação utilizados. É um material essencial para quem pretende rever a matéria, corrigir erros frequentes e estudar com base num modelo real aplicado no processo de admissão.

Disponível na Biblioteca Eduskills, o Exame Resolvido de História – UP (2023) é igualmente relevante para candidatos da Universidade Pedagógica, bem como para estudantes que concorrem a universidades que realizam o mesmo exame de História, como a Universidade Rovuma (UniRovuma), a Universidade Púnguè (UniPúnguè) e a Universidade Licungo (UniLicungo). Este conteúdo é ideal para quem busca por exame de história resolvido, exame de admissão UP 2023, exames resolvidos em PDF e preparação para o exame de História, contribuindo significativamente para aumentar as chances de aprovação no acesso às universidades públicas de Moçambique.

Perguntas e Respostas do Exame de História – UP (2023)

1. “A África não é um continente histórico; ela não demonstra nem mudança nem desenvolvimento”. Esta frase pertence a:

A. Donald Trump.
B. Mac Bloch.
C. Hegel.
D. Heródoto.

Resposta correcta: C) Hegel

Explicação: A frase é atribuída ao filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, que, em suas “Lições sobre a Filosofia da História”, afirmou que a África estava fora do curso histórico e não tinha contribuído para o desenvolvimento da humanidade. Esta visão eurocêntrica e racista foi amplamente criticada e refutada pela historiografia moderna, que demonstra a riqueza histórica, cultural e civilizacional do continente africano ao longo dos séculos.

2. O Método Crítico, em História, compreende duas principais operações que são:

A. A hermenêutica e a síntese.
B. A Heurística e hermenêutica.
C. A Análise e a síntese.
D. A Crítica Externa ou de Autenticidade e a Crítica interna ou de credibilidade.

Resposta correcta: D) A Crítica Externa ou de Autenticidade e a Crítica interna ou de credibilidade.

Explicação: O Método Crítico na historiografia envolve duas etapas fundamentais: a Crítica Externa (ou de autenticidade), que verifica a origem, autoria, datação e integridade do documento, assegurando que não seja uma falsificação; e a Crítica Interna (ou de credibilidade), que analisa o conteúdo do documento, o contexto de sua produção, a intenção do autor e a confiabilidade das informações nele contidas. Este método é essencial para a construção de um conhecimento histórico rigoroso e fundamentado.

3. Das Historiografias que se seguem, as antigas são:

A. Historiografia Judaica, Historiografia Grega, Historiografia Romana e Historiografia Cristã.
B. Cosmogonias, Historiografia Judaica, Historiografia Grega, Historiografia Romana, Historiografia Cristã e Historiografia Marxista.
C. Historiografia Judaica, Historiografia Grega, Historiografia Romana e Historiografia Cristã Antiga.
D. Historiografia Judaica, Historiografia Grega, Historiografia Romana, Historiografia Cristã Antiga e Medieval e Historiografia Marxista.

Resposta correcta: A) Historiografia Judaica, Historiografia Grega, Historiografia Romana e Historiografia Cristã.

Explicação: As historiografias consideradas “antigas” são aquelas desenvolvidas nas civilizações da Antiguidade e no início da Era Comum. A Historiografia Judaica (ex.: Antigo Testamento), a Grega (Heródoto, Tucídides), a Romana (Tito Lívio, Tácito) e a Cristã Primitiva (escritos dos Padres da Igreja) representam os principais pilares da tradição histórica ocidental pré-medieval. As cosmogonias são mitos de origem, não historiografia no sentido estrito, e as correntes marxistas são modernas.

4. O historiador que aplicou à História o modelo de ciclo, conduzindo à concepção segundo a qual a História é o conhecimento do geral, daquilo que se repete, que obedece a leis e, por isso, susceptível de previsão foi:

A. Polibio.
B. Heródoto.
C. Tito Livio.
D. Tácito.

Resposta correcta: A) Polibio

Explicação: Políbio, historiador grego do período helenístico, defendeu a ideia de que a história se move em ciclos (anaciclose), onde as formas de governo (monarquia, aristocracia, democracia) se sucedem de forma previsível. Ele acreditava que, ao estudar os padrões do passado, seria possível antever eventos futuros. Esta visão contrasta com a de Heródoto, mais narrativo, e com a de Tito Lívio e Tácito, mais focados na moralidade e nos feitos romanos.

5. No século XV, os europeus começaram o contacto com a África ao sul do Sahara havendo, por isso, a partir dessa altura, uma produção considerável de fontes escritas. Essa produção é, principalmente, a obra de:

A. Comerciantes árabes.
B. Missionários.
C. Primeiros aventureiros europeus.
D. Primeiros historiadores de África.

Resposta correcta: C) Primeiros aventureiros europeus.

Explicação: Os primeiros registros escritos europeus sobre a África subsaariana, a partir do século XV, foram produzidos por aventureiros, exploradores, navegadores e comerciantes portugueses e, posteriormente, de outras nações. Estes indivíduos, como Diogo Cão, Pêro da Covilhã e outros, descreveram geografia, povos, recursos e costumes em relatos, diários e crónicas. Missionários também produziram registros, mas a produção inicial e mais volumosa veio dos exploradores.

6. As sub-regiões africanas são caracterizadas por uma generalizada ausência de fontes para o período antigo (antiguidade). Desse grupo exceptua-se:

A. Etiópia e África Oriental.
B. África Ocidental.
C. África do Norte.
D. África do Sul.

Resposta correcta: C) África do Norte

Explicação: A África do Norte (Egito, Cartago, Numídia) possui uma rica documentação para a Antiguidade, incluindo escritos hieroglíficos egípcios, papiros, inscrições fenícias e latinas, e relatos greco-romanos. Em contraste, grande parte da África subsaariana tinha tradições predominantemente orais, com exceção de regiões como a Etiópia (com escritas ge’ez) e algumas áreas sob influência islâmica posterior. Portanto, a África do Norte destaca-se pela abundância de fontes escritas antigas.

7. A corrente historiográfica que privilegiou a diversidade das fontes e a promoção da interdisciplinaridade que aproximou a Historia às demais ciências sociais recebeu o nome de:

A. Escola de Annales.
B. Positivismo.
C. História total.
D. Estruturalismo.

Resposta correcta: A) Escola de Annales

Explicação: A Escola dos Annales, fundada na França por Lucien Febvre e Marc Bloch na década de 1920, revolucionou a historiografia ao defender a interdisciplinaridade (uso de métodos da geografia, sociologia, antropologia, economia) e a ampliação das fontes históricas para além dos documentos oficiais, incluindo dados arqueológicos, iconográficos, cultura material e estatísticas. Seu objetivo era escrever uma “história total” que considerasse todas as dimensões da vida humana, não apenas os eventos políticos e militares.

8. A era pré-histórica pode ser dividida, sequencialmente, em quatro períodos:

A. Paleolítico, mesolítico, neolítico e idade dos metais.
B. Neolítico, mesolítico, paleolítico e idade dos metais.
C. Neolítico, paleolítico, mesolítico e idade dos metais.
D. Paleolítico, mesolítico, neolítico e idade de ouro.

Resposta correcta: A) Paleolítico, mesolítico, neolítico e idade dos metais.

Explicação: A sequência cronológica convencional da Pré-História é: Paleolítico (Idade da Pedra Lascada, com sociedades de caçadores-colectores nómades), Mesolítico (período de transição com adaptações pós-glaciais), Neolítico (Idade da Pedra Polida, com surgimento da agricultura e sedentarização) e Idade dos Metais (subdividida em Idade do Cobre, do Bronze e do Ferro, marcada pela metalurgia e complexificação social). Esta divisão reflete as principais revoluções tecnológicas e socioeconômicas humanas.

9. Antes da descoberta da agricultura não havia diferenciação social porque:

A. Não havia excedente para ser expropriado.
B. Não havia classes sociais.
C. A divisão do Trabalho era com base no sexo e idade.
D. A caça e a recolecção eram as actividades básicas.

Resposta correcta: A) Não havia excedente para ser expropriado.

Explicação: Nas sociedades de caçadores-colectores do Paleolítico, a produção era essencialmente para subsistência imediata, sem excedente sistemático. A ausência de excedente significava que não havia acumulação de riqueza que pudesse ser apropriada por um grupo, impedindo a formação de desigualdades sociais estruturadas e classes. A divisão do trabalho por sexo e idade existia, mas não gerava hierarquias rígidas. A agricultura, ao criar excedentes, permitiu a exploração e o surgimento de elites.

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10. Pinturas e gravuras da fase final do neolítico encontradas em África, Ásia, América, Austrália e na Europa são designadas por:

A. Arte rupestre.
B. Arte gótica.
C. Arte primitiva.
D. Arte neolítica.

Resposta correcta: A) Arte rupestre

Explicação: A arte rupestre refere-se a pinturas, gravuras e desenhos executados sobre superfícies rochosas (paredes de cavernas, abrigos, afloramentos). Ela é um fenómeno global que surge no Paleolítico Superior, mas continua e se diversifica no Neolítico e além, refletindo cenas de caça, rituais, vida cotidiana e símbolos. O termo “rupestre” vem do latim rupes (rocha). Arte gótica é medieval, “primitiva” é um termo pejorativo e impreciso, e “arte neolítica” é muito específica, enquanto “rupestre” abrange vários períodos.

11. Dos três movimentos que configuram a reforma religiosa, o Calvinismo defendia:

A. A salvação pela fé e não pelos bons actos.
B. A teoria da predestinação.
C. A Salvação pela fé e pelas boas acções.
D. Igrejas sem imagens.

Resposta correcta: B) A teoria da predestinação.

Explicação: O Calvinismo, fundado por João Calvino no século XVI, destacou-se pela doutrina da predestinação, segundo a qual Deus, desde a eternidade, já escolheu quem será salvo (os eleitos) e quem será condenado, independentemente de méritos ou ações humanas. Embora também defendesse a salvação pela fé e a simplicidade dos cultos (sem imagens), a predestinação foi sua marca teológica distintiva, influenciando profundamente sociedades como as da Holanda, Escócia e posteriormente os puritanos na América.

12. As principais classes sociais no período de transição do feudalismo ao capitalismo ou antigo regime foram:

A. Clero, Burguesia, Nobreza e 3º Estado.
B. Clero, Nobreza e 3º Estado.
C. Clero, Burguesia, Nobreza e Camponeses.
D. Clero, Nobreza e Burguesia.

Resposta correcta: B) Clero, Nobreza e 3º Estado.

Explicação: Na sociedade do Antigo Regime (séculos XVI-XVIII), a estrutura social era oficialmente dividida em três Estados ou Ordens: o Primeiro Estado (Clero), o Segundo Estado (Nobreza) e o Terceiro Estado (todos os outros, incluindo burgueses, camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos). Essa divisão jurídica refletia privilégios (isenções fiscais, cargos) dos dois primeiros estados sobre o terceiro. A burguesia fazia parte do Terceiro Estado, mas não constituía uma classe separada na categorização oficial.

13. Na luta pela melhoria das condições de trabalho, os operários fundaram a primeira organização internacional (1ª Internacional) em:

A. 1864.
B. 1914.
C. 1919.
D. 1945.

Resposta correcta: A) 1864

Explicação: A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), conhecida como Primeira Internacional, foi fundada em 28 de Setembro de 1864 em Londres, reunindo sindicalistas, socialistas, anarquistas e republicanos de vários países. Seu objetivo era coordenar a luta operária internacional pela melhoria das condições de trabalho, pela redução da jornada e pela emancipação dos trabalhadores. Figuras como Karl Marx tiveram papel central em seus primeiros anos.

14. O clima de desconfiança entre as potências imperialistas conduziu ao desenvolvimento de uma política de alianças, dando origem à formação de dois blocos militares:

A. A Tríplice Aliança, em 1882, e a Tríplice Entente, em 1904.
B. A Tríplice Aliança, em 1904, e a Tríplice Entente em 1882.
C. A Tríplice Aliança, em 1870, e a Tríplice Entente, em 1904.
D. A Tríplice Aliança, em 1820, e a Tríplice Entente em 1917.

Resposta correcta: A) A Tríplice Aliança, em 1882, e a Tríplice Entente, em 1904.

Explicação: No contexto da Paz Armada (fim do século XIX/início do XX), as rivalidades imperialistas levaram à formação de dois blocos militares antagónicos: a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália), formalizada em 1882; e a Tríplice Entente (França, Rússia e Grã-Bretanha), cujos acordos bilaterais foram selados entre 1894 e 1907, com a Entente Cordiale entre França e Reino Unido em 1904 sendo um marco crucial. Esta polarização foi uma das causas diretas da Primeira Guerra Mundial.

15. Com o fim da 1ª Guerra Mundial desenhou-se um novo mapa político da Europa, como resultado do desmembramento de alguns Estados e independência de outros, cujos exemplos são:

A. O desmembramento do império Bizantino, a independência da Normandia.
B. O desmembramento do império austro-húngaro, a independência de Bruxelas.
C. O desmembramento do império Britânico, a independência da Bélgica.
D. O desmembramento do império austro-húngaro, a independência da Checoslováquia.

Resposta correcta: D) O desmembramento do império austro-húngaro, a independência da Checoslováquia.

Explicação: Após a Primeira Guerra Mundial, os tratados de paz, especialmente o Tratado de Saint-Germain-en-Laye (1919), determinaram o desmembramento do Império Austro-Húngaro. Surgiram novos Estados-nação como a Checoslováquia (que uniu tchecos e eslovacos), além da Áustria, Hungria, Iugoslávia e partes anexadas à Polônia, Romênia e Itália. O Império Bizantino havia desaparecido séculos antes, e a Bélgica já era independente desde 1830.

16. A Conferência de Belgrado, que deu origem ao movimento dos não-alinhados, teve lugar na Jugoslávia sob iniciativa dos seguintes líderes:

A. Nehru da Índia, Nasser do Egipto e Josef Tito da Jugoslávia.
B. Mahatma Gandhi da Índia, Haile Selassie da Etiópia e Josef Tito da Jugoslávia.
C. Indira Gandhi da Índia, Kwame Nkrumah do Gana e Josef Tito da Jugoslávia.
D. Indira Gandhi da Índia, Kwame Nkrumah do Gana e Hugo Chaves da Jugoslávia.

Resposta correcta: A) Nehru da Índia, Nasser do Egipto e Josef Tito da Jugoslávia.

Explicação: A Conferência de Belgrado (1961) foi a primeira cimeira oficial do Movimento dos Não-Alinhados, reunindo países que não queriam se alinhar nem ao bloco capitalista liderado pelos EUA, nem ao bloco socialista liderado pela URSS, durante a Guerra Fria. Seus principais idealizadores foram Jawaharlal Nehru (Índia), Gamal Abdel Nasser (Egito) e Josip Broz Tito (Iugoslávia), que defendiam a neutralidade, a descolonização e a cooperação Sul-Sul.

17. A crise económica, iniciada nos finais de 1929, nos EUA, e que se fez sentir em todo o mundo, teve como principais manifestações:

A. Retenção de produtos em stock, baixa de preços, falência de empresas e queda do valor das acções.
B. Superprodução, falência das empresas e queda do valor das acções.
C. Retenção de produtos em stock, superprodução e baixa de preços.
D. Baixa de preços, queda do valor das acções e superprodução.

Resposta correcta: A) Retenção de produtos em stock, baixa de preços, falência de empresas e queda do valor das acções.

Explicação: A Grande Depressão (1929-1933) teve suas manifestações mais visíveis na queda brutal das ações na Bolsa de Nova York (Crash de 1929), levando à falência de empresas e bancos. A crise de superprodução agrícola e industrial causou acumulação de estoques, o que forçou uma baixa generalizada de preços (deflação), reduzindo lucros e agravando o desemprego em massa. Este conjunto de factores mergulhou a economia mundial em uma profunda recessão.

18. No fim da 2ª guerra mundial foi formada uma Organização Internacional com o objectivo principal de criar uma colaboração política, económica e cultural entre os povos. Esta organização foi:

A. A Sociedade das Nações.
B. A Organização das Nações Unidas.
C. A Organização Mundial das Nações.
D. A Sociedade das Nações Unidas.

Resposta correcta: B) A Organização das Nações Unidas

Explicação: A Organização das Nações Unidas (ONU) foi fundada em 24 de Outubro de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, para substituir a fracassada Sociedade das Nações. Seus objetivos principais, consagrados na Carta das Nações Unidas, são manter a paz e segurança internacionais, promover o desenvolvimento económico e social, a cooperação cultural e os direitos humanos. A ONU tornou-se a principal arena diplomática global, com 193 Estados-membros actualmente.

19. O clima de conflito eminente entre os países capitalistas e os países socialistas levou à criação de dois blocos militares, respectivamente:

A. Plano Marshall e Kominform.
B. Plano Marshall e Pacto de Varsóvia.
C. OTAN (NATO) e Kominform.
D. OTAN (NATO) e Pacto de Varsóvia.

Resposta correcta: D) OTAN (NATO) e Pacto de Varsóvia

Explicação: Durante a Guerra Fria, a rivalidade entre o bloco capitalista (liderado pelos EUA) e o bloco socialista (liderado pela URSS) levou à formação de alianças militares opostas: a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), criada em 1949 para defesa coletiva do Ocidente, e o Pacto de Varsóvia, estabelecido em 1955 como resposta e para unir os países do Leste Europeu sob comando soviético. O Plano Marshall foi um programa de ajuda económica, e o Kominform uma organização de partidos comunistas.

20. O desembarque da Normandia conhecido por “dia D” marcou a viragem da 2ª Guerra Mundial a favor dos aliados. Este evento deu-se:

A. Na Alemanha, no dia 6 de Junho de 1944.
B. Na França, no dia 6 de Junho de 1944.
C. Em Hiroxima (Japão), no dia 3 de Agosto de 1945.
D. Na Costa do mar Báltico, no dia 6 de Junho de 1944.

Resposta correcta: B) Na França, no dia 6 de Junho de 1944.

Explicação: O Desembarque da Normandia, codinome Operação Overlord, ocorreu na costa da Normandia, França, em 6 de junho de 1944. Conhecido como “Dia D”, foi a maior operação anfíbia da história, envolvendo tropas aliadas (principalmente EUA, Reino Unido e Canadá) que abriram uma frente ocidental contra a Alemanha nazista. Este evento foi decisivo para a libertação da Europa ocupada e marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial no teatro europeu.

21. A que teoria da partilha de África se refere a seguinte frase: “a conquista militar e efectiva de África foi motivada por razões de ordem económica associada à resistência dos africanos contra a invasão e dominação colonial”.

A. Teoria económica.
B. Teoria psicológica.
C. Teoria diplomática.
D. Teoria da dimensão africana.

Resposta correcta: A) Teoria económica

Explicação: A teoria económica da partilha da África, associada a historiadores como John A. Hobson e Vladimir Lênin, argumenta que o imperialismo europeu no final do século XIX foi impulsionado principalmente por interesses económicos – busca por mercados, matérias-primas, áreas de investimento e mão de obra barata. A frase menciona a “conquista militar” por motivos económicos e a resistência africana, alinhando-se a essa interpretação materialista, que vê a dominação colonial como resultado da expansão capitalista.

22. A descoberta do reino do Congo, pelos portugueses, em 1482, é atribuída à figura do navegador português de nome:

A. Fernão de Magalhães.

B. Vasco da Gama.

C. Diogo Cão.

D. Cristóvão Colombo.

Resposta correcta: C) Diogo Cão

Explicação: O navegador português Diogo Cão é creditado com a descoberta europeia do Reino do Congo em 1482, durante suas viagens de exploração da costa ocidental africana. Ele estabeleceu contato com o manicongo (rei) Nzinga a Nkuwu, iniciando relações diplomáticas e comerciais que evoluiriam para uma complexa aliança, mas também para a exploração e o tráfico de escravizados. Este evento marcou o início da presença portuguesa duradoura na região.

23. Na Inglaterra, o movimento contra a escravatura foi facilitado pelo despertar de correntes religiosas como:

A. Calvinismo e Metodismo.
B. Luteranismo e Metodismo.
C. Antiescravismo e Metodismo.
D. Quacres e Metodismo.

Resposta correcta: D) Quacres e Metodismo

Explicação: O abolicionismo britânico teve forte base em movimentos religiosos dissidentes. Os Quacres (Sociedade Religiosa dos Amigos) foram pioneiros na condenação moral da escravidão desde o século XVII, argumentando que era incompatível com a igualdade perante Deus. O Metodismo, com sua ênfase na conversão pessoal, no activismo social e na pregação de John Wesley contra a escravidão, mobilizou amplas camadas populares. Estas correntes forneceram a base ética e organizacional para a campanha que levou à abolição do tráfico (1807) e da escravatura (1833) no Império Britânico.

24. Os escravos levados ao continente africano no contexto do comércio triangular eram predominantemente usados:

A. No trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, algodão, tabaco e especiarias.
B. No trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, algodão e tabaco.
C. No trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, algodão, tabaco e seda.
D. No trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, algodão, tabac, seda e lá.

Resposta correcta: A) No trabalho nas plantações de cana-de-açúcar, algodão, tabaco e especiarias.

Explicação: No comércio triangular (Europa-África-Américas), os africanos escravizados eram forçados a trabalhar principalmente nas plantações (latifúndios monocultores) das colónias americanas, produzindo cana-de-açúcar (Caribe, Brasil), algodão (sul dos EUA), tabaco (Virginia, Brasil) e especiarias (como café em algumas regiões). Este trabalho extremamente brutal e exploratório era a base da acumulação de capital que financiou a industrialização europeia e o desenvolvimento das economias coloniais.

25. No V Congresso do movimento Pan africano, realizado em Manchester (1945), constituíram principais reivindicações:

A. Luta pela liberdade de expressão.
B. Luta contra o regime minoritário na África do Sul.
C. Luta contra a exploração da mão-de-obra barata.
D. Luta contra a exploração económica colonial e apoio à independência de Argélia, Marrocos e outras possessões coloniais da África ocidental.

Resposta correcta: D) Luta contra a exploração económica colonial e apoio à independência de Argélia, Marrocos e outras possessões coloniais da África ocidental.

Explicação: O 5º Congresso Pan-Africano (Manchester, 1945) foi um marco crucial, pois pela primeira vez foi dominado por delegados africanos e da diáspora caribenha, como Kwame Nkrumah, Jomo Kenyatta e George Padmore. As resoluções enfatizaram a luta anticolonial direta, exigindo independência imediata para as colónias africanas e asiáticas, condenando a exploração económica e apoiando especificamente movimentos na Argélia, Marrocos e África Ocidental. Este congresso impulsionou as lutas de libertação nas décadas seguintes.

26. Quais dos seguintes Estados encontravam-se politicamente independentes do jugo colonial em 1914?

A. Etiópia e Libéria.
B. Libéria e África do Sul.
C. Etiópia e Darfur.
D. Egipto e Libéria.

Resposta correcta: A) Etiópia e Libéria

Explicação: Em 1914, à véspera da Primeira Guerra Mundial, apenas dois Estados na África mantinham independência política formal face ao colonialismo europeu: a Etiópia (que derrotou a Itália na Batalha de Adwa em 1896) e a Libéria (fundada por ex-escravos afro-americanos com apoio dos EUA, mantendo laços estreitos mas soberania nominal). O Egito estava sob protectorado britânico (desde 1882), a África do Sul era um domínio britânico (União desde 1910), e Darfur foi conquistado em 1916.

27. A luta pela independência de Angola contou com o papel desempenhado por movimentos de libertação como:

A. MPLA, ZANU e ANC.
B. MPLA, FNLA, UNITA e UPA.
C. UNITA e MPLA.
D. ZANU, FNA e PAIGC.

Resposta correcta: B) MPLA, FNLA, UNITA e UPA.

Explicação: A guerra de independência de Angola (1961-1975) foi travada principalmente por três movimentos: o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, de orientação marxista), a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola, de base étnica bakongo) e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola, inicialmente com base no interior). A UPA (União das Populações de Angola) foi um precursor da FNLA. ZANU e ANC eram do Zimbabwe e África do Sul, respectivamente; PAIGC era da Guiné-Bissau.

28. O império colonial português em África era constituído por:

A. Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor Leste.
B. Cabo Verde, Moçambique, Angola e Argélia.
C. Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Angola e São Tomé e Príncipe.
D. Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor na Ásia, Angola, Moçambique e Cabo Verde.

Resposta correcta: C) Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Angola e São Tomé e Príncipe.

Explicação: As colónias portuguesas na África no século XX eram: Cabo Verde (arquipélago), Guiné Portuguesa (atual Guiné-Bissau), São Tomé e Príncipe (arquipélago), Angola (África Ocidental) e Moçambique (África Oriental). A Argélia era francesa; Timor-Leste era na Ásia (e também português até 1975), mas a pergunta especifica “em África”. A opção C lista corretamente todas as cinco possessões africanas de Portugal.

29. Os territórios outrora denominados Niassalândia, Bechuanalândia, Sudoeste Africano e Basutolândia correspondem aos actuais países africanos, respectivamente:

A. Malawi, Botswana, Namibia e Zâmbia.
B. Malawi, Botswana, Namibia e Lesotho.
C. Malawi, Swazilândia, Namibia e Lesotho.
D. Malawi, Botswana, Etiópia e Lesotho.

Resposta correcta: B) Malawi, Botswana, Namibia e Lesotho.

Explicação: Os nomes coloniais britânicos correspondem aos seguintes Estados independentes: Niassalândia tornou-se Malawi (1964), Bechuanalândia tornou-se Botswana (1966), Sudoeste Africano (administrado pela África do Sul) tornou-se Namíbia (1990), e Basutolândia tornou-se Lesotho (1966). Todos são países da África Austral que mantiveram suas fronteiras coloniais após a independência, com exceção da Namíbia, que passou por uma guerra de libertação.

30. Os primeiros decénios do séc. XIX foram marcados por uma poderosa revolução social e política, conhecida por Mfecane, cujos efeitos atingiram a região da África Austral de língua bantu. Uma das consequências desta revolução foi a formação de novas unidades políticas tais como:

A. O reino Swazi de Sobhuza, o reino dos Ndebele e o Estado de Gaza de Tchaca.
B. O reino Swazi de Zwide, o reino dos Ndebele e o Estado de Gaza de Manicusse.
C. O reino Swazi de Sobhuza, o reino dos Ndebele e o Estado de Gaza de Manicusse.
D. O reino dos Ndebele, o reino Swazi de Mzilikazi e o Estado de Gaza de Sochangane.

Resposta correcta: C) O reino Swazi de Sobhuza, o reino dos Ndebele e o Estado de Gaza de Manicusse.

Explicação: O Mfecane (c. 1815-1840) foi um período de convulsões, migrações e reorganização política desencadeado pela expansão do reino Zulu sob Shaka. Entre as novas formações políticas resultantes estavam: o reino Swazi consolidado por Sobhuza I; o reino Ndebele (Matabele) fundado por Mzilikazi (que fugiu de Shaka); e o Estado de Gaza no sul de Moçambique, estabelecido por Manicusse (Soshangane). “Tchaca” é Shaka, e “Sochangane” é variação de Soshangane, mas a combinação correta é a opção C.

31. No âmbito dos conflitos do Mfecane, opuseram-se os seguintes reinos:

A) O reino de Nduandue chefiado por Zwide e o reino Mtetua chefiado por Dinguisuiao.
B) O reino de Nduandue chefiado por Ngaba Msane e o reino Mtetua chefiado por Dinguisuiao.
C) O reino de Nduandue chefiado por Zwide e o reino Mtetua chefiado por Ngubana Maseko.
D) O reino de Nduandue chefiado por Zwide e o reino Mtetua chefiado por Mzilikazi.

Resposta correcta: A) O reino de Nduandue chefiado por Zwide e o reino Mtetua chefiado por Dinguisuiao.

Explicação: O Mfecane foi um período de conflitos e migrações em massa na África Austral no século XIX. Um dos principais confrontos ocorreu entre o reino Ndwandwe, liderado pelo rei Zwide, e o reino Mthethwa, liderado por Dingiswayo. A rivalidade entre estes dois poderosos reinos pelo controlo do comércio e da hegemonia política na região desencadeou uma série de guerras que contribuíram para a instabilidade e rearranjos populacionais característicos do Mfecane.

32. A SADCC, criada em 1980, transformou-se na SADC em:

A) 1990 com a entrada da África do Sul.
B) 2002 com a entrada da África do Sul.
C) 1980 logo após a sua criação com a independência e integração do Zimbabwe.
D) 1992 com a entrada da África do Sul.

Resposta correcta: D) 1992 com a entrada da África do Sul.

Explicação: A SADCC (Conferência de Coordenação do Desenvolvimento da África Austral) foi fundada em 1980 com o objetivo de reduzir a dependência económica dos países membros em relação à África do Sul do apartheid. Em 1992, a organização foi transformada na SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), adoptando um tratado que ampliava a cooperação para além da economia, incluindo a integração política e social. A África do Sul só se juntou à SADC em 1994, após o fim do apartheid, e não em 1992, mas a transformação formal ocorreu em 1992.

33. Julius Nyerere, Kenneth Kaunda e Hastings Banda foram líderes nacionalistas africanos dos seguintes países:

A) Tanzânia, Zâmbia e Malawi.
B) Tanzânia, Kenya e Congo Brazzaville.
C) Tanzânia, Uganda e Zimbabwe.
D) Tanzânia, Malawi e Namibia.

Resposta correcta: A) Tanzânia, Zâmbia e Malawi.

Explicação: Julius Nyerere foi o primeiro presidente da Tanzânia e um dos fundadores da Organização da Unidade Africana. Kenneth Kaunda foi o primeiro presidente da Zâmbia e um líder proeminente na luta contra o colonialismo na África Austral. Hastings Banda foi o primeiro presidente do Malawi e uma figura central na independência do seu país. Estes três líderes foram fundamentais nos movimentos de libertação nacional nas suas respectivas nações.

34. Um dos resultados do desenvolvimento do comércio árabe na costa oriental de África foi:

A) A expansão da religião islâmica e das guerras religiosas.
B) A expansão da religião islâmica e formação da sociedade Swahili.

C. A expansão da religião islâmica e comércio de marfim.

D. A expansão da religião islâmica e fundação de feitorias.

Resposta correcta: B) A expansão da religião islâmica e formação da sociedade Swahili.

Explicação: O comércio árabe, que se intensificou a partir do século VII ao longo da costa oriental africana, trouxe não apenas intercâmbio económico (ouro, marfim, escravos), mas também a difusão do Islão. A interação entre comerciantes árabes e povos bantu locais deu origem à sociedade e cultura Swahili, caracterizada pela língua Swahili (uma mistura de Bantu e Árabe), arquitectura própria (como as cidades de pedra) e uma identidade cultural distinta que perdura até hoje.

35. Com o desenvolvimento do comércio árabe na costa oriental de África, emergiram cidades-estado algumas das quais foram:

A) Mombaça, Zanzibar, Rhapta, Badhuna, Tebas e Lamu.
B) Mombaça, Zanzibar, Rhapta, Badhuna, Pate e Lamu.
C) Mogadíscio, Zanzibar, Rhapta, Badhuna, Pate e Ménfis.
D) Mombaça, Zanzibar, Macanga, Malindi, ilha do Ibo e Sofala.

Resposta correcta: B) Mombaça, Zanzibar, Rhapta, Badhuna, Pate e Lamu.

Explicação: As cidades-estado Swahili eram centros urbanos prósperos que surgiram como entrepostos comerciais ao longo da costa do Índico. Entre as mais importantes estavam Mombaça e Zanzibar (que se tornou um sultanato poderoso), Rhapta (antigo centro comercial mencionado por geógrafos gregos), PateLamu e outras como Kilwa e Sofala. Estas cidades eram nós vitais nas rotas comerciais entre o interior africano, o Médio Oriente e a Ásia.

36. As primeiras moedas usadas no comércio árabe da costa oriental africana foram:

A) O ouro e a prata.
B) Os cauris.
C) Lingotes de bronze.
D) As missangas de vidro.

Resposta correcta: B) Os cauris.

Explicação: Os cauris (conchas de pequenos moluscos) foram uma das formas mais antigas e duradouras de moeda no comércio africano, incluindo nas trocas ao longo da costa oriental. Eram amplamente aceites como meio de pagamento devido à sua escassez relativa no interior, uniformidade e durabilidade. Embora o ouro e a prata também fossem usados em transacções de maior valor, os cauris eram a moeda corrente comum para o comércio quotidiano e regional antes da introdução de moedas metálicas estrangeiras.

37. Em 1976, cinco Estados da África Austral agruparam-se para formar a Linha da Frente. Tais Estados foram:

A) Swazilândia, África do Sul, Moçambique, Tanzânia e Zâmbia.
B) Angola, Botswana, Moçambique, Tanzânia e Zâmbia.
C) Namibia, Botswana, Moçambique, Swazilândia e Zâmbia.
D) Lesotho, África do Sul, Moçambique, Tanzânia e Zimbabwe.

Resposta correcta: B) Angola, Botswana, Moçambique, Tanzânia e Zâmbia.

Explicação: A Linha da Frente foi uma aliança de Estados africanos que se formou em 1976 para coordenar apoio aos movimentos de libertação que lutavam contra regimes coloniais e minoritários na África Austral, especialmente contra o apartheid na África do Sul e a ocupação ilegal da Namíbia. Os países fundadores foram Angola, Botswana, Moçambique, Tanzânia e Zâmbia, aos quais mais tarde se juntaram outros. Esta coalizão desempenhou um papel crucial na luta pela independência do Zimbabwe e da Namíbia.

38. A organização da Unidade Africana OUA foi fundada em:

A) 25 de Maio de 1963 em Acra.
B) 25 de Maio de 1963 em Dar-Es-Salam.
C) 25 de Maio de 1963 Bandung.
D) 25 de Maio de 1963 em Addis Abeba.

Resposta correcta: D) 25 de Maio de 1963 em Addis Abeba.

Explicação: A Organização da Unidade Africana (OUA) foi fundada a 25 de Maio de 1963 em Addis Abeba, Etiópia, por 32 Estados africanos independentes. A data é celebrada como o Dia da África. A OUA foi criada para promover a unidade e solidariedade entre os países africanos, coordenar a cooperação política e económica, e apoiar a descolonização do continente. Em 2002, foi substituída pela União Africana (UA).

39. Durante o M’fecane, Soshangana, depois de fixar-se no território de actual Moçambique, fundou o Estado de Gaza. O nome Gaza atribuído a seu estado deveu-se:

A) À necessidade de homenagear os guerreiros de Gwaza Muthine em Marracuene.
B) Ao facto de ter colocado a capital nos territórios de Gaza.
C) À necessidade de Homenagear o seu pai Gaza fundador do grande império perdido na África do Sul.
D) À situação geográfica nas margens do Rio Limpopo em Gaza.

Resposta correcta: B) Ao facto de ter colocado a capital nos territórios de Gaza.

Explicação: Soshangane, um líder Nguni que fugiu dos conflitos do Mfecane, estabeleceu-se no sul de Moçambique e fundou o Estado de Gaza no início do século XIX. O nome Gaza deriva da região onde ele fixou a sua capital, nas terras entre os rios Limpopo e Save, que já eram conhecidas como “Gaza” pelos povos locais. O estado tornou-se um dos mais poderosos da África Austral durante o século XIX, resistindo a pressões coloniais até à sua derrota pelos portugueses em 1895.

40. O estado de Gaza foi governado sucessivamente pelos seguintes reis:

A) Soshangane, Muzila, Mawewe e Ngungunhane.
B) Soshangane, Mawewe, Ngungunhane e Muzila.
C) Soshangane, Muzila, Ngungunhane e Mawewe.
D) Soshangane, Mawewe, Muzila e Ngungunhane.

Resposta correcta: A) Soshangane, Muzila, Mawewe e Ngungunhane.

Explicação: A ordem de sucessão no Reino de Gaza foi: Soshangane (fundador, reinou até c. 1858), seguido pelo seu filho Muzila (que assumiu após um conflito com o irmão Mawewe), depois Mawewe (que disputou o poder com Muzila) e finalmente Ngungunhane (também conhecido como Gungunhane), que foi o último imperador de Gaza, capturado pelos portugueses em 1895, marcando o fim do reino. Esta sequência reflecte as complexas lutas dinásticas dentro da família real.

41. No âmbito da administração colonial, Portugal arrendou uma parte de Moçambique às companhias. A companhia de Moçambique ocupava as actuais províncias de:

A) Nampula e Cabo Delgado.
B) Manica e Sofala.
C) Nampula e Tete.
D) Tete e Zambézia.

Resposta correcta: B) Manica e Sofala.

Explicação: A Companhia de Moçambique foi uma companhia majestática (concessionária) criada por Portugal em 1891 para administrar e explorar economicamente a região central de Moçambique. O seu território de concessão abrangia as actuais províncias de Manica e Sofala, com capital em Beira. A companhia tinha amplos poderes administrativos, fiscais e militares, promovendo a implantação de colonos, a construção de infra-estruturas e a exploração de recursos, num modelo típico do colonialismo económico da época.

42. As principais feitorias portuguesas em Moçambique no século XVI, por ordem de fundação, foram as seguintes:

A) Sofala, Ilha de Moçambique, Sena e Quelimane.
B) Sofala, Ilha de Moçambique, Quelimane e Sena.
C) Sofala, Quelimane, Ilha de Moçambique e Sena.
D) Ilha de Moçambique, Sofala, Sena e Quelimane.

Resposta correcta: A) Sofala, Ilha de Moçambique, Sena e Quelimane.

Explicação: A colonização portuguesa em Moçambique iniciou-se com a construção de feitorias (fortificações comerciais). A primeira foi Sofala (1505), importante para o comércio de ouro. Seguiu-se a Ilha de Moçambique (1507), que se tornou a capital colonial e principal porto. Sena (fundada cerca de 1530) e Quelimane (c. 1544) foram estabelecidas mais para o interior, ao longo do rio Zambeze, para controlar o comércio de marfim e escravos e facilitar a penetração para o interior.

43. O comércio de marfim, a partir do século XVII, deu origem a um crescimento sem precedentes da actividade comercial na zona costeira desde:

A) Angoche até Quiloa.
B) Quelimane até Sofala.
C) Angoche até Sofala.
D) Sofala até Lourenço Marques.

Resposta correcta: C) Angoche até Sofala.

Explicação: A procura internacional por marfim aumentou significativamente no século XVII, impulsionando o comércio na costa oriental africana. A região entre Angoche (um sultanato activo no norte) e Sofala (o antigo posto comercial português no centro) tornou-se um eixo dinâmico de trocas, com intermediários africanos, árabes e portugueses a transportarem marfim do interior para a costa. Este comércio enriqueceu várias cidades-estado Swahili e reforçou as redes económicas locais e regionais.

44. Com o fim do comércio de escravos em Moçambique, seguiu-se o comércio de oleagenosas. As principais oleogenosas que saiam de Moçambique são:

A) Girassol e amendoim.
B) Amendoim e gergelim.
C) Soja e copra.
D) Copra e girassol.

Resposta correcta: B) Amendoim e gergelim.

Explicação: Após a abolição gradual do tráfico de escravos no século XIX, a economia colonial portuguesa em Moçambique voltou-se para a exportação de produtos agrícolas, especialmente oleaginosas. As principais culturas foram o amendoim e o gergelim (sésamo), que eram produzidos por camponeses moçambicanos, muitas vezes sob regimes de trabalho forçado, e exportados para a Europa para a produção de óleos e sabões. Esta transição reflectiu a adaptação colonial à nova ordem económica internacional e às pressões abolicionistas.

45. Os Estados militares do vale do Zambeze viviam essencialmente do comércio de escravos, exceptuando o estado de:

A) Massangano.
B) Macanga.
C) Makololo.
D) Gorongosa.

Resposta correcta: C) Makololo.

Explicação: Os prazos do vale do Zambeze, como Massangano, Macanga e Gorongosa, eram domínios semiautónomos controlados por famílias de origem portuguesa ou mestiça que dependiam em grande parte do comércio de escravos para a sua riqueza e poder. No entanto, o Makololo era um grupo étnico originário do sul de África (actual Lesotho) que, sob a liderança de Sebetwane, migrou para o que é agora a Zâmbia e não se envolveu directamente no comércio de escravos do Zambeze, focando-se mais na pecuária e na agricultura.

45. Os Estados militares do vale do Zambeze viviam essencialmente do comércio de escravos, exceptuando o estado de:

A. Massangano.
B. Macanga.
C. Makololo.
D. Gorongosa.

Resposta correcta: C) Makololo.

Explicação: Os estados militares do vale do Zambeze, como os de Massangano, Macanga e Gorongosa, sustentavam-se em grande parte através do comércio de escravos, que era uma fonte crucial de renda e poder durante os séculos XVIII e XIX. No entanto, o estado Makololo era uma exceção, pois não dependia predominantemente desse comércio. Os Makololo, sob a liderança de Sebetwane, eram originalmente um grupo de origem sotho que migrou para a região e estabeleceu um estado baseado mais na pecuária e em outras formas de economia, distanciando-se do modelo escravista intensivo que caracterizava outros estados da bacia do Zambeze.

46. Dos estados que se seguem, constituíam estados satélites de Mwennemtapa os seguintes:

A. Sedanda, Quissanga, Quiteve, Manica, Barué e Mawngue.
B. Sedanda, Mataquenha, Massangano e Barué.
C. Massangano, Massingir, Makololo, Barué e Quiteve.
D. Sedanda, Mataquenha, Makololo, Barué e Quiteve.

Resposta correcta: A) Sedanda, Quissanga, Quiteve, Manica, Barué e Mawngue.

Explicação: O Império de Mwenemutapa (ou Monomotapa), que floresceu entre os séculos XV e XVII no atual Zimbabwe e Moçambique, exercia hegemonia sobre diversos estados vassalos ou satélites. Entre eles estavam Sedanda, Quissanga, Quiteve, Manica, Barué e Mawngue, que pagavam tributo e reconheciam a autoridade do Mwenemutapa. Estes estados desempenhavam papéis estratégicos na rede comercial de ouro, marfim e escravos, e sua subordinação permitia ao império controlar vastas rotas comerciais e recursos na região do interior.

47. A contestação anticolonial pela imprensa em Moçambique, antes de 1930, foi basicamente feita pelos jornais:

A. A Diário de Moçambique e a Voz do povo.
B. O Africano e Brado Africano.
C. C. Poesias de José Craveirinha e Noemia de Sousa.
D. Brado Africano e a Voz do povo Negro.

Resposta correcta: B) O Africano e Brado Africano.

Explicação: Antes de 1930, a imprensa desempenhou um papel crucial na expressão do descontentamento contra o colonialismo português em Moçambique. Os jornais “O Africano” (fundado em 1908) e “Brado Africano” (fundado em 1918) foram as principais vozes da contestação, denunciando as injustiças sociais, a discriminação racial e as políticas opressivas do regime colonial. Estes periódicos, dirigidos por intelectuais e ativistas moçambicanos, serviram como plataformas para a mobilização política e cultural, plantando as sementes do nacionalismo que mais tarde culminaria na luta armada de libertação.

48. Nos finais do século XIX, os mais activos representantes do colonialismo português em Moçambique eram:

A. Caldas Xavier, António Enes e Mouzinho de Albuquerque.
B. Mouzinho de Albuquerque, António Enes e Marcelo Caetano.
C. Caldas Xavier, Gonçalo da Silveira e António Enes.
D. Marcelo Caetano, Caldas Xavier e Mouzinho de Albuquerque.

Resposta correcta: A) Caldas Xavier, António Enes e Mouzinho de Albuquerque.

Explicação: No final do século XIX, Portugal intensificou seus esforços para consolidar o domínio colonial sobre Moçambique, enfrentando resistências locais e a pressão de outras potências europeias. As figuras-chave nesse processo foram Caldas Xavier (administrador colonial envolvido na ocupação efectiva), António Enes (alto-comissário que implementou políticas de “pacificação” e exploração económica) e Mouzinho de Albuquerque (governador-geral conhecido pela captura do rei Ngungunhane, simbolizando a subjugação do Estado de Gaza). Juntos, eles personificaram a violência e a estratégia expansionista do colonialismo português na virada do século.

49. No âmbito da Luta de Libertação Nacional iniciada em 1964, os primeiros guerrilheiros da FRELIMO tinham sido treinados na(o):

A. Tanzânia.
B. Tunísia.
C. Gana.
D. Argélia.

Resposta correcta: D) Argélia.

Explicação: A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) iniciou a luta armada contra o colonialismo português em 25 de Setembro de 1964. Os primeiros guerrilheiros receberam treino militar na Argélia, país que havia conquistado sua independência após uma longa e dura guerra contra a França (1954–1962) e que se tornou um centro de apoio e formação para movimentos de libertação africanos. Este treino foi fundamental para dotar os combatentes moçambicanos das habilidades táticas e estratégicas necessárias para enfrentar as forças portuguesas, marcando o início da guerra de independência.

50. Em Moçambique, no dia 7 de Setembro (Feriado Nacional), celebra-se:

A. Início da Luta Armada de Libertação Nacional.
B. Acordo Geral de Paz.
C. Fundação do Destacamento Feminino.
D. Acordos de Lusaka.

Resposta correcta: B) Acordo Geral de Paz.

Explicação: O dia 7 de Setembro é feriado nacional em Moçambique para comemorar a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que pôs fim a 16 anos de guerra civil (1977–1992) entre o governo da FRELIMO e a RENAMO. O acordo, mediado pela Comunidade de Santo Egídio e assinado em Roma, estabeleceu um cessar-fogo, a desmobilização das forças em conflito e a realização de eleições multipartidárias, inaugurando um novo período de paz e reconstrução nacional. Esta data simboliza a reconciliação e a esperança de um futuro estável para o país.

51. A 20 de Setembro de 1974 tomou posse o Governo de Transição em Moçambique tendo Joaquim Chissano como:

A. Ministro das Relações Exteriores.
B. Presidente da República.
C. Primeiro-ministro.
D. Ministro das Finanças.

Resposta correcta: C) Primeiro-ministro.

Explicação: Após a Revolução dos Cravos em Portugal (abril de 1974), que derrubou o regime ditatorial, iniciaram-se negociações para a independência de Moçambique. Em 20 de setembro de 1974, foi instalado um Governo de Transição, composto por representantes portugueses e da FRELIMO, para administrar o país até à independência formal. Neste governo, Joaquim Chissano, então um destacado dirigente da FRELIMO, assumiu o cargo de Primeiro-ministro, desempenhando um papel crucial na preparação das instituições para a soberania, que seria proclamada em 25 de junho de 1975.

52. No âmbito do golpe militar havido em Portugal em 1926, a partir de 1930 houve uma reestruturação económica do império português que recebeu a designação de:

A. Estado Novo.
B. Acto Colonial.
C. Revolução económica.
D. Nacionalismo Económico de Salazar.

Resposta correcta: B) Acto Colonial.

Explicação: Após o golpe militar de 1926 em Portugal, que instituiu uma ditadura, foi implementada uma série de reformas para reafirmar o controle sobre as colónias. Em 1930, foi promulgado o Acto Colonial, um documento legal que reorganizou a administração e a economia do império, centralizando o poder em Lisboa e estabelecendo uma política de exploração colonial mais sistemática. Este acto visava integrar as colónias numa “unidade nacional” sob uma doutrina corporativista, servindo de base para a política colonial do Estado Novo de António de Oliveira Salazar, embora o termo “Estado Novo” em si refira-se ao regime político instaurado em 1933.

53. No período entre 1945 e 1961, a luta contra a dominação colonial portuguesa foi desenvolvida de várias formas, entre elas, destacam-se:

A. Resistência contra a exploração económica colonial, formação de movimentos políticos dentro e fora do país e seu acompanhamento cultural e intelectual.
B. Greves, resistência contra a exploração económica colonial e luta armada.
C. Luta armada, formação de movimentos políticos e greves.
D. Acompanhamento cultural e intelectual, fuga de camponeses e greves.

Resposta correcta: A) Resistência contra a exploração económica colonial, formação de movimentos políticos dentro e fora do país e seu acompanhamento cultural e intelectual.

Explicação: No período pós-Segunda Guerra Mundial (1945–1961), a luta anticolonial em Moçambique manifestou-se principalmente através de formas não-armadas, dado que a repressão do regime português dificultava a ação militar aberta. Destacaram-se a resistência económica (como boicotes e protestos contra impostos), a formação de movimentos políticos (como a NASPAM e outros grupos que posteriormente deram origem à FRELIMO) e o acompanhamento cultural e intelectual (através de jornais, literatura e associações que promoviam a consciência nacionalista). A luta armada só se iniciaria efetivamente em 1964.

54. O III Congresso da Frelimo, realizado em 1977, tomou decisões importantes que conduziram à construção duma sociedade:

A. Capitalista.
B. Socialista.
C. Tradicional.
D. Democrática e multipartidária.

Resposta correcta: B) Socialista.

Explicação: O III Congresso da FRELIMO, realizado em fevereiro de 1977, dois anos após a independência, foi um marco ideológico e político crucial. Nele, o partido declarou-se oficialmente marxista-leninista e adotou o socialismo como modelo para a construção da nova sociedade moçambicana. As decisões incluíram a nacionalização de sectores-chave da economia, a reforma agrária, a promoção de cooperativas e a criação de um estado de partido único. Este congresso consolidou a orientação socialista do país, que perdurou até à revisão constitucional e adopção do multipartidarismo no início dos anos 1990.

55. Os portugueses tentaram estabelecer, em Moçambique, o sistema de prazos da coroa. Em princípio, as famílias tinham de permanecer:

A. Uma geração.
B. Toda a vida.
C. Três gerações.
D. O tempo que quisessem.

Resposta correcta: C) Três gerações.

Explicação: O sistema de prazos da coroa foi uma instituição colonial implementada no vale do Zambeze a partir do século XVII. Consistia na concessão de grandes extensões de terra (prazos) a colonos portugueses ou a luso-africanos, que exploravam a mão-de-obra local (principalmente através do trabalho forçado e escravidão). Inicialmente, os prazos eram concedidos por três gerações (avô, pai e filho), após os quais revertiam para a Coroa portuguesa. Este sistema visava fixar a presença colonial e garantir a produção agrícola, mas gerou uma estrutura de poder semifeudal e uma profunda exploração das populações africanas.

56. Os únicos Papas que já visitaram Moçambique são:

A. Papa Francisco e Papa Bento XVI.
B. Papa Francisco e Papa João Paulo II.
C. Papa Francisco e Papa Pio X.
D. Papa Francisco e Papa Gregório.

Resposta correcta: B) Papa Francisco e Papa João Paulo II.

Explicação: Moçambique recebeu a visita do Papa João Paulo II em Setembro de 1988, durante seu pontificado, o que marcou a primeira visita de um Papa ao país. Posteriormente, o Papa Francisco visitou Moçambique em setembro de 2019, reforçando o diálogo com o governo e promovendo mensagens de paz e reconciliação. Nenhum outro Papa mencionado nas opções (Bento XVI, Pio X ou Gregório) visitou oficialmente o território moçambicano.

57. Moçambique organizou Jogos Olímpicos Africanos no ano de:

A. 2011.
B. 2010.
C. 2019.
D. 2013.

Resposta correcta: A) 2011.

Explicação: Os Jogos Africanos, também conhecidos como Jogos Pan-Africanos ou Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, foram organizados por Moçambique na cidade de Maputo em 2011. Este evento multidesportivo reuniu atletas de diversos países africanos e representou um marco importante na promoção do desporto e da união continental. A edição de 2011 destacou-se pela infraestrutura desenvolvida e pela participação massiva de nações africanas.

59. Em 2019 eclodiu no Mundo uma pandemia que recebeu a designação genérica de COVID-19, cujo epicentro foi atribuído a:

A. Brasil.
B. Wuhan na China.
C. EUA.
D. Península Ibérica (Portugal e Espanha).

Resposta correcta: B. Wuhan na China

Explicação: A pandemia da COVID-19 teve início na cidade de Wuhan, localizada na província de Hubei, na República Popular da China.
Os primeiros casos de uma pneumonia de causa desconhecida foram registados nessa cidade no final de 2019.
A rápida propagação do vírus levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma pandemia global em 2020.

60. No dia 26 de Dezembro de 2021 morreu na República da África do Sul, Desmond Tutu que para além de ter sido o primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Igreja Anglicana na cidade do Cabo, é também recordado por ter ganho o Prémio Nobel da Paz em:

A. 1994.
B. 1984.
C. 2010.
D. 2018.

Resposta correcta: B. 1984

Explicação:  Desmond Tutu recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1984 pelo seu papel activo e pacífico na luta contra o regime do apartheid na África do Sul.
Como líder religioso e defensor dos direitos humanos, Tutu promoveu a reconciliação nacional e a justiça social.
O seu trabalho foi fundamental para a transição pacífica do país para um regime democrático e multirracial.

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