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Correcção do Exame de Admissão de Filosofia – UP (2024)

- Exame Resolvido de Introdução a Filosofia - UP (2024)
 Format: PDF  Autor: Osvaldo Augusto Formiga ,  Category: Exames - UP, Exames - UP (Filosofia), Exames de Admissão, Exames Resolvidos, Exames Resolvidos - Filosofia (UP), Exames Resolvidos (UP)  Grade Level: Superior  Páginas: 6  País: Moçambique  Idioma: Português  Tags: Exames Resolvidos |
 Descrição:

Exame Resolvido de Introdução a Filosofia – UP (2024)

O Exame Resolvido de Introdução à Filosofia – UP (2024) foi desenvolvido para apoiar candidatos que realizaram o exame de admissão e estudantes que se preparam para ingressar no ensino superior público, em especial na Universidade Pedagógica. Este exame resolvido apresenta as respostas correctas acompanhadas de explicações claras e bem fundamentadas, permitindo ao candidato compreender os conceitos filosóficos abordados, a lógica das questões e o tipo de raciocínio crítico exigido pela banca examinadora. É um material essencial para quem deseja rever conteúdos, corrigir erros e estudar com base num modelo real aplicado pela UP.

Disponibilizado na Biblioteca Eduskills, o Exame Resolvido de Introdução à Filosofia – UP (2024) é ideal para candidatos que pesquisam por exame de admissão UP, filosofia resolvida, exames resolvidos em PDF, correcção do exame de filosofia e preparação para o exame da UP. O conteúdo contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico, da capacidade de argumentação, da compreensão de correntes filosóficas e da análise de textos, competências fundamentais para aumentar as chances de aprovação no exame de admissão e para um bom desempenho académico no ensino superior.

Perguntas e Respostas do Exame de Admissão de Introdução a Filosofia – UP (2024)

1. A primeira forma de conhecimento, na humanidade, é a explicação mítica das coisas. A passagem do mito à explicação racional (filosofia) deu-se:

A. por substituição total da explicação mítica pela racional.
B. pelo desaparecimento da explicação mítica na Grécia Antiga.
C. por ruptura e continuidade do mito na explicação racional.
D. por uma pura continuidade do mito.

Resposta correcta: C) por ruptura e continuidade do mito na explicação racional.

Explicação: A filosofia nasceu na Grécia Antiga a partir de uma ruptura com o pensamento mítico, mas também com certa continuidade, pois muitos temas e perguntas do mito foram retomados de forma racional e crítica.

2. A tese segundo a qual o número é o princípio ou a natureza última de todas as coisas pertence ao filósofo:

A. Parménides.
B. Empédocles.
C. Pitágoras.
D. Protágoras.

Resposta correcta: C) Pitágoras.

Explicação: Pitágoras e sua escola defendiam que a realidade era estruturada por relações matemáticas e que os números eram a essência de todas as coisas.

3. Dado que investigavam o princípio originário de todas as coisas da Natureza, os primeiros filósofos gregos foram chamados:

A. filósofos naturalistas ou fisiólogos ou cosmólogos.
B. somente filósofos naturalistas.
C. filósofos humanistas, cosmólogos e pré-socráticos.
D. sofistas, naturalistas e físicos.

Resposta correcta: A) filósofos naturalistas ou fisiólogos ou cosmólogos.

Explicação: Os primeiros filósofos, conhecidos como pré-socráticos, buscavam o arché (princípio originário) da natureza, sendo por isso denominados naturalistas, fisiólogos (estudiosos da natureza) ou cosmólogos.

4. A expressão “conheça-te a ti mesmo” pertence ao filósofo:

A. Demócrito.
B. Platão.
C. Sócrates.
D. Xenofonte.

Resposta correcta: C) Sócrates.

Explicação: A famosa máxima “conhece-te a ti mesmo” era um princípio central do pensamento socrático, incentivando a autorreflexão e o autoconhecimento como caminho para a sabedoria.

5. A diferença entre a filosofia e as outras ciências reside:

A. apenas no objecto de estudo.
B. no objecto e no método.
C. na abordagem temática.
D. só na definição.

Resposta correcta: B) no objecto e no método.

Explicação: A filosofia distingue-se das ciências particulares tanto pelo seu objecto de estudo (questões fundamentais sobre a existência, conhecimento, valores) quanto pelo seu método crítico, reflexivo e não puramente empírico.

6. A afirmação – Meus irmãos, acordem, ergam a cabeça … Deus, o pai de todos, morreu! Cada um deverá responder pela sua vida. Este é o super-homem, o homem de amanhã (adaptado) – pertence a:

A. Karl Marx.
B. Friedrich Nietzsche.
C. Sigmund Freud.
D. Immanuel Kant.

Resposta correcta: B) Friedrich Nietzsche.

Explicação: A frase “Deus está morto” é central no pensamento de Nietzsche, simbolizando a rejeição dos valores tradicionais e a proposta do Übermensch (super-homem) como criador de novos valores.

7. Os primeiros filósofos que questionaram sobre a origem de todas as coisas, isto é, a natureza última de todas as coisas pertencem à escola de Mileto e foram os seguintes:

A. Tales, Anaximandro e Heraclito.
B. Tales, Anaximandro e Anaximenes.
C. Anaximenes, Anaximandro e Parménides.
D. Heraclito, Tales e Zenão.

Resposta correcta: B) Tales, Anaximandro e Anaximenes.

Explicação: A escola de Mileto é composta por Tales (água como princípio), Anaximandro (o ápeiron, ilimitado) e Anaximenes (ar como princípio). São considerados os primeiros filósofos ocidentais.

8. A actividade filosófica emerge quando:

A. há satisfação em relação às respostas dadas pelas escolas vigentes.
B. há problemas e as respostas dadas não satisfazem ao espírito humano.
C. não há nenhum problema e o espírito humano está sossegado.
D. o homem nasce e começa a despertar ideias inatas.

Resposta correcta: B) há problemas e as respostas dadas não satisfazem ao espírito humano.

Explicação: A filosofia surge do espanto (thaumazein) e da insatisfação com explicações dadas, levando à busca racional por compreensão mais profunda.

9. O imperativo categórico – age como se a máxima da tua acção se devesse tornar pela tua vontade em lei universal da natureza – pertence a:

A. John Locke.
B. Brazão Mazula.
C. Hegel.
D. Immanuel Kant.

Resposta correcta: D) Immanuel Kant.

Explicação: O imperativo categórico é o fundamento da ética kantiana, que exige que ajamos conforme máximas que possam ser universalizadas.

10. A ética individual trata:

A. do ser humano como ser social;
B. do ser humano como ser isolado dos outros.
C. do ser humano como um ser fechado em si mesmo;
D. do ser humano na sua relação com Deus.

Resposta correcta: B) do ser humano como ser isolado dos outros.

Explicação: A ética individual foca-se na conduta moral do indivíduo considerado em si mesmo, independentemente das relações sociais.

11. Na ética ambiental, a qualidade de vida requer:

A. viver e produzir recursos.
B. viver e respeitar o meio ambiente, pela acção de cada indivíduo.
C. viver e aumentar as receitas pelas exportações.
D. viver e aumentar a produção e a produtividade.

Resposta correcta: B) viver e respeitar o meio ambiente, pela acção de cada indivíduo.

Explicação: A ética ambiental defende que o bem-estar humano está intrinsecamente ligado à preservação do meio ambiente, exigindo responsabilidade individual e colectiva.

12. O campo da bioética foi motivado pela:

A. insuficiência dos códigos éticos tradicionais ante os desafios sobre a vida humana decorrentes do desenvolvimento tecnológico.
B. enorme perda de vidas humanas nas duas guerras mundiais.
C. necessidade de preservar o meio ambiente da destruição tecnológica.
D. necessidade de renovar o código de Hipócrates face à feição tecnológica da ciência médica na actualidade.

Resposta correcta: A) insuficiência dos códigos éticos tradicionais ante os desafios sobre a vida humana decorrentes do desenvolvimento tecnológico.

Explicação: A bioética surgiu como resposta aos novos dilemas éticos colocados pelos avanços tecnológicos na medicina e na biologia, que os códigos tradicionais não conseguiam abarcar.

13. A fenomenologia do acto de conhecer consiste em:

A. o sujeito sair de si em direcção ao objecto.
B. o objecto vai em direcção do sujeito e aí permanece.
C. o sujeito permanece na sua esfera cognitiva.
D. o sujeito sai de si, fica fora de si e regressa a si.

Resposta correcta: D) o sujeito sai de si, fica fora de si e regressa a si.

Explicação: Na fenomenologia do conhecimento, o sujeito transcende-se para apreender o objecto, mas esse movimento é completado com o retorno a si mesmo, enriquecido pela experiência cognitiva.

14. O cepticismo é uma doutrina filosófica que advoga que:

A. o espírito humano pode alcançar a verdade absoluta de tudo.
B. não se deve confiar nos sentidos, nos resultados nem na razão.
C. a dúvida só é permitida como método para atingir a verdade.
D. não é possível um conhecimento científico da metafísica.

Resposta correcta: B) não se deve confiar nos sentidos, nos resultados nem na razão.

Explicação: O cepticismo radical questiona a possibilidade de conhecimento seguro, duvidando da fiabilidade dos sentidos, da razão e de qualquer afirmação dogmática.

15. Na perspectiva ontogenética, segundo Piaget, os factores do desenvolvimento mental são:

A. maturação orgânica, experiência, selecção e equilibração.
B. maturação orgânica, experiência, interacção social e equilibração.
C. experiência, adaptação, interação social e abstração.
D. ajustamento anatómico, organização, experiência e equilibração.

Resposta correcta: B) maturação orgânica, experiência, interacção social e equilibração.

Explicação: Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo resulta da interação entre fatores internos (maturação) e externos (experiência física e social), mediados pelo processo de equilibração.

16. O conhecimento científico distingue-se mais pelo método para alcançar a verdade do que pela pretensão em si da verdade. Por isso, caracteriza-se por ser:

A. universal, crítico, metódico e controlável.
B. universal, necessário, dogmático, analítico e controlável.
C. experimental, universal, crítico, analítico.
D. particular, positivo, crítico, analítico e contingente.

Resposta correcta: A) universal, crítico, metódico e controlável.

Explicação: O conhecimento científico é metódico, sistemático, passível de verificação e crítico, buscando generalizações universais com base em evidências controladas.

17. Há correspondência entre as correntes que divergem sobre a origem, possibilidade e natureza do conhecimento, tal que resultam os seguintes cruzados de correntes:

A. racionalismo/idealismo/realismo; empirismo/relativismo/dogmatismo; apriorismo/idealismo/cepticismo.
B. racionalismo/cepticismo/idealismo; empirismo/dogmatismo/realismo; apriorismo/idealismo/dogmatismo.
C. racionalismo/apriorismo/empirismo; idealismo/realismo/apriorismo; dogmatismo/cepticismo/apriorismo.
D. racionalismo/dogmatismo/idealismo; empirismo/cepticismo/realismo; intelectualismo/dogmatismo/idealismo.

Resposta correcta: D) racionalismo/dogmatismo/idealismo; empirismo/cepticismo/realismo; intelectualismo/dogmatismo/idealismo.

Explicação: As correntes epistemológicas clássicas associam-se frequentemente: racionalismo tende ao idealismo e ao dogmatismo; empirismo ao cepticismo e ao realismo; intelectualismo (ou apriorismo) ao dogmatismo e idealismo.

18. A história da filosofia mostra-nos que os problemas do conhecimento ocuparam a mente de mais ou menos todos os filósofos, desde a Grécia Antiga. Daí os primórdios da gnosiologia encontrem-se:

A. em Platão, ao distinguir a opinião da ciência pura.
B. em Kant, no seu criticismo, ao superar a dicotomia racionalismo/empirismo.
C. na idade moderna, com Locke (teoria da tabua rasa) e Descartes (inatismo).
D. em Auguste Comte, quando classifica as ciências e cria a doutrina positivista.

Resposta correcta: A) em Platão, ao distinguir a opinião da ciência pura.

Explicação: Platão, ao diferenciar doxa (opinião) de episteme (conhecimento verdadeiro), estabeleceu uma das primeiras reflexões sistemáticas sobre a natureza do conhecimento, fundando assim a gnosiologia.

19. Os conceitos que se aplicam a sujeitos diversos em sentidos totalmente distintos – canto de pássaros e canto da sala – chamam-se:

A. inadequados.
B. unívocos.
C. analíticos.
D. equívocos.

Resposta correcta: D) equívocos.
Explicação: Conceitos equívocos são aqueles que, embora grafados ou pronunciados de forma idêntica, têm significados completamente diferentes.

20. As vogais A, E, I, O indicam simultaneamente:

A. a quantidade e qualidade da proposição e dos juízos.
B. a quantidade e qualidade dos juízos.
C. a quantidade e qualidade das proposições.
D. a quantidade e qualidade dos silogismos.

Resposta correcta: C) a quantidade e qualidade das proposições.

Explicação: Na lógica clássica, as letras A, E, I, O representam os quatro tipos de proposições categóricas, indicando sua quantidade (universal ou particular) e qualidade (afirmativa ou negativa).

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21. Na conversão de proposições, recorre-se à conversão simples apenas:

A. nas proposições E e I.
B. nas definições (A).
C. nas proposições particulares I, O.
D. a resposta correcta está em A e B juntos.

Resposta correcta: A) nas proposições E e I.

Explicação: A conversão simples (troca de sujeito e predicado sem alterar a qualidade) é válida apenas para proposições do tipo E (Nenhum S é P) e I (Algum S é P).

22. A lógica, enquanto um estudo rigoroso das condições da coerência do pensamento e do discurso, divide-se em:

A. forma e racional.
B. material e racional.
C. formal e material.
D. nenhuma das opções é correcta.

Resposta correcta: C) formal e material.

Explicação: A lógica formal estuda a estrutura do raciocínio (forma), enquanto a lógica material considera o conteúdo (matéria) das proposições e sua relação com a realidade.

23. Na lógica proposicional, a proposição complexa “não é verdade que se 2+2+2 =6 [p], então 2²= 6” [q], formaliza-se na linguagem simbólica da seguinte forma:

A. ⌐ p → q;      B. ⌐ (p → q);      C. ⌐ p → ⌐q;     D. ⌐ (p → ⌐q).

Resposta correcta: B) ¬ (p → q).

Explicação: A expressão “não é verdade que se p então q” corresponde à negação da condicional: ¬(p → q). O símbolo “r” no enunciado parece representar a negação (normalmente simbolizada por ¬ ou ~).

24. A lógica é uma ciência e arte porque:

A. estuda as condições e as leis do discurso.
B. define as leis correctas que estabelece as regras do pensamento.
C. preocupa-se com as regras do pensamento.
D. estuda a lógica.

Resposta correcta: B) define as leis correctas que estabelece as regras do pensamento.

Explicação: A lógica é ciência porque investiga as leis do pensamento válido, e é arte porque oferece regras práticas para raciocinar correctamente.

25. Quanto à origem do Estado, a diferença entre o pensamento de Platão e Aristóteles está no facto de:
A. para o primeiro, o estado ter origem natural e, para o segundo, convencional.
B. para ambos, a origem do estado ser convencional.
C. o primeiro advogar a origem convencional e o segundo a origem natural do Estado.
D. o primeiro defender o consenso entre os cidadãos como origem do Estado e o segundo uma origem divina.

Resposta correcta: C) o primeiro advogar a origem convencional e o segundo a origem natural do Estado.

Explicação: Platão via o Estado como uma construção convencional (contratou implícito), enquanto Aristóteles defendia que o Estado surge naturalmente da sociabilidade humana (zoon politikon).

26. Para Thomas Hobbes, no estado natural:

A. o homem goza de todos os direitos e a liberdade é total.
B. todos obrigam-se a não lesar o próximo na sua vida, propriedade e saúde.
C. não existe qualquer tipo de abusos.
D. o homem procura descobrir as leis naturais da vida social.

Resposta correcta: A) o homem goza de todos os direitos e a liberdade é total.

Explicação: Hobbes descreve o estado natural como uma condição de liberdade absoluta e igualdade, onde cada um tem direito a tudo, resultando em uma “guerra de todos contra todos”.

27. Para Locke, cada indivíduo conserva todos os direitos naturais quando entra para o estado civil, com a excepção de um que renuncia a favor do Estado. Tal direito é:

A. vida.
B. propriedade.
C. defesa e protecção de todos os seus direitos.
D. liberdade.

Resposta correcta: C) defesa e protecção de todos os seus direitos.

Explicação: Locke argumenta que no estado civil o indivíduo transfere ao Estado o direito de executar a lei natural (defender-se e punir), mantendo os direitos à vida, liberdade e propriedade.

28. A máxima “o homem nasce livre, mas a sociedade corrompe-o” pertence ao filósofo:

A. Thomas Hobbes.
B. Barão de Montesquieu.
C. Jean Jacques Rousseau.
D. John Locke.

Resposta correcta: C) Jean Jacques Rousseau.

Explicação: Rousseau, no início de “Do Contracto Social”, afirma: “O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros.” Sua teoria defende que a sociedade artificial corrompe a bondade natural do homem.

29. A obra “Sociedade Aberta e seus Inimigos” pertence ao filósofo contemporâneo:

A. Jean Paul Sartre.
B. John Rawls.
C. Karl R. Popper.
D. Jürgen Habermas.

Resposta correcta: C) Karl R. Popper.

Explicação: Karl Popper, em “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, critica o historicismo e defende a democracia liberal e a sociedade aberta.

30. Segundo Aristóteles, as três formas de governos rectos são:

A. Monarquia, Aristocracia e Politeia.
B. Democracia, Oligarquia e Tirania.
C. Ditadura, Fascismo e Nazismo.
D. Socialismo, Comunismo e Liberalismo.

Resposta correcta: A) Monarquia, Aristocracia e Politeia.

Explicação: Na “Política”, Aristóteles classifica as formas de governo “rectas” (que visam o bem comum) como: Monarquia (governo de um), Aristocracia (governo dos melhores) e Politeia (governo da maioria com virtude).

31. Os fundadores da Negritude são:

A. Aimé Césaire, Léon Damas e Leopold Senghor.
B. Booker Washington, Du Bois e Marcus Garvey.
C. Sekou Touré, Etienne Lero e Julius Nyerere.
D. Eduardo Mondlane, Luís Cabral e Agostinho Neto.

Resposta correcta: A) Aimé Césaire, Léon Damas e Leopold Senghor.

Explicação: O movimento da Negritude, de valorização da cultura e identidade negras, foi fundado por estes três intelectuais africanos e da diáspora na década de 1930.

32. A filosofia cultural africana é uma das orientações para a investigação filosófica em África. Em que consiste a sua motivação?

A. Construir uma base das tradições do passado para a identidade africana.
B. Descobrir os elementos típicos da personalidade, sua africanidade e autenticidade.
C. Incentivar um racismo anti-racista contra o racismo, escravatura e colonialismo ocidentais.
D. Rechaçar o racionalismo frio e desumano do Ocidente.

Resposta correcta: B) Descobrir os elementos típicos da personalidade, sua africanidade e autenticidade.

Explicação: A filosofia cultural africana busca identificar e valorizar os traços distintivos do pensamento e da cultura africanos, afirmando uma identidade autêntica.

33. O renascimento negro surge entre os negros americanos com diversas formas e nomes. Os seus principais líderes foram:

A. Booker Washington, Marcus Garvey e Du Bois.
B. Etienne Lero, Kwasi Wiredu e John Mbiti.
C. Frantz Fanon, Kenneth Kaunda e E. Blyden.
D. Du Bois e Kwame Nkrumah.

Resposta correcta: A) Booker Washington, Marcus Garvey e Du Bois.

Explicação: O Renascimento Negro (Harlem Renaissance) e movimentos de emancipação nos EUA tiveram como figchas centrais Booker T. Washington (acomodação), W.E.B. Du Bois (intelectual e ativista) e Marcus Garvey (nacionalismo negro).

34. O autor da obra “Lutar por Moçambique” é:

A. Samora Machel.
B. Severino Ngoenha.
C. José Castiano.
D. Eduardo Mondlane.

Resposta correcta: D) Eduardo Mondlane.

Explicação: “Lutar por Moçambique” é um livro fundamental do primeiro presidente da FRELIMO, Eduardo Mondlane, sobre a luta de libertação nacional.

35. A etnofilosofia é uma corrente da filosofia africana que trata:

A. da realidade material e imaterial dos povos africanos.
B. das línguas africanas.
C. dos costumes e crenças comuns de povos africanos.
D. do pensamento filosófico africano contemporâneo.

Resposta correcta: C) dos costumes e crenças comuns de povos africanos.

Explicação: A etnofilosofia estuda o pensamento colectivo, as tradições, mitos, provérbios e visões de mundo partilhadas por um povo, considerando-os como expressão de uma filosofia implícita.

36. A crítica dirigida ao pensamento de Hountondji é que reduzia a filosofia:

A. aos textos escritos com a intenção de serem filosóficos pelo próprio autor.
B. à oralidade, confundindo mitos e provérbios de um povo com filosofia.
C. ao conhecimento popular de um povo.
D. a qualquer texto escrito desde que da autoria de um africano.

Resposta correcta: A) aos textos escritos com a intenção de serem filosóficos pelo próprio autor.

Explicação: Paulin Hountondji critica a etnofilosofia e defende que a filosofia deve ser uma actividade crítica e individual, expressa em textos escritos com intenção filosófica explícita.

37. Os maiores críticos da etnofilosofia são:

A. John Mbiti e Alexis Kagame.
B. Paulin Hountondji e Marcien Towa.
C. Placide Tempels e Odera Oruka.
D. Julius Nyerere e Nelson Mandela.

Resposta correta: B) Paulin Hountondji e Marcien Towa.

Explicação: Hountondji e Towa são dois dos principais críticos da etnofilosofia, defendendo uma filosofia africana mais crítica, reflexiva e menos folklorista.

38. A substância é o que existe em si, isto é, aquilo que tem em si o ser. O seu contrário é:

A. acto.
B. acidente.
C. potência.
D. contingência.

Resposta correcta: B) acidente.

Explicação: Na metafísica aristotélica, a substância é o ser em si, enquanto o acidente é uma qualidade ou modificação que não existe por si mesma, mas na substância.

39. A publicação da obra “Aesthetica” marcou a independência científica da estética relativamente à lógica e à ética. O seu autor é:

A. Alexander Baumgarten.
B. Immanuel Kant.
C. Georg W. F. Hegel.
D. G. Leibniz.

Resposta correcta: A) Alexander Baumgarten.

Explicação: Baumgarten, no século XVIII, cunhou o termo “estética” e a tratou como disciplina filosófica autónoma em sua obra “Aesthetica”.

40. A possibilidade de mudança ou de poder vir a ser chama-se:

A. Acidente.
B. Essência.
C. Potência.
D. Matéria.

Resposta correcta: C) Potência.

Explicação: Na filosofia aristotélica, potência (dynamis) é a capacidade latente de se tornar algo, em oposição ao ato (energeia), que é a realização efectiva dessa possibilidade.

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